São Paulo, 19 de junho de 2026.
FÓRUM ÉTNICO-RACIAL DO ENSINO MÉDIO
Olhares para as Juventudes na Perspectiva Étnico-Racial
PROJETO COLETIVO
Como olhamos para o que incomoda?
Gênero, violência e caminhos de reparação
O viver em sociedade, na atualidade, como também o convívio escolar – que reflete os desafios conjunturais nos quais estamos inseridos – levam-nos a pautar o tema Como olhamos para o que incomoda? Gênero, violência e caminhos de reparação, no contexto do Projeto Coletivo em 2026, junto a Olhares para as Juventudes na Perspectiva Étnico-Racial, no contexto do Fórum Étnico-Racial do Ensino Médio deste ano.
O momento que vivemos torna a continuidade dessas reflexões muito necessária. A amplificação de casos de feminicídio, os debates em torno da redefinição de papéis sociais e o machismo estrutural, além dos desafios da educação para as relações étnico-raciais, compõem um cenário sobre o qual devemos nos debruçar. A escola, como espaço formativo, tem a responsabilidade de ampliar a reflexão e oferecer, de forma propositiva, caminhos de ações.
O Fórum e o Projeto Coletivo configuram situações de trabalho muito especiais, em que estudantes das três séries do ciclo reúnem-se para discutir temas relevantes e contemporâneos, como os definidos para este ano. As discussões ocorrem entre estudantes, com especialistas convidados e com professores. Essa abertura curricular, que transborda para questões da vida em sociedade, corrobora com nosso Projeto Político Pedagógico.
No contexto do Fórum Étnico-Racial e do Projeto Coletivo, as atividades realizadas permitem a imersão em temáticas específicas e proporcionam formas diversas de aprender e socializar, ampliando os diálogos, que caracterizam as práticas educacionais do Colégio Equipe. Dentre as atividades ocorrem oficinas, ministradas pelos próprios estudantes, como forma de partilhar com colegas habilidades que possuem.
Serão três dias especiais e intensos, cuja programação contempla Oficinas, Mesas e Debates. Dia 23/06, terça-feira, concentrará as atividades do Fórum Étnico-Racial do Ensino Médio, organizado por estudantes e educadores participantes do Equipreta Ensino Médio. Em 24 e 25/06 será realizado o Projeto Coletivo, organizado por educadores e pelo Grêmio Thomas Sankara.
Dado o caráter curricular desses momentos de trabalho, as atividades são obrigatórias para todos os estudantes do Ensino Médio. Esperamos que sejam oportunidades de muitas trocas e aprendizados.
Seguem abaixo as Programações.
Coordenação do Ensino Médio
PROGRAMAÇÃO: FÓRUM ÉTNICO-RACIAL
3ª feira – 23/06
7h10 às 8h20
Oficinas de Estudantes (Local: Salas de aula do 2º andar)
8h30 às 9h55
Oficinas de Educadores
Culinária – Profª. Giovana (Local: Laboratório de Ciências)
Artes Visuais – Profª. Inessa (Local: Sala 24)
Leitura dramática – Prof. Caio (Local: Sala 23)
9h55 às 10h20
Intervalo
10h20 às 12h
Mesa Temática
“Olhares para as Juventudes na Perspectiva Étnico-Racial”
Mediação: Iza Cortada e estudante representante do Equipreta
(Local: Quadra)
Convidados
Aguardando confirmações
12h às 13h
Celebração Coletiva (Local: Quadra)
Coordenação: Iza Cortada
PROGRAMAÇÃO: PROJETO COLETIVO
4ª feira – 24/06
7h10 às 8h20
Oficinas de Estudantes (Local: Salas de aula do 2º andar)
8h30 às 9h55
Exibição de vídeo seguida de debate (Local: Sala 23)
9h55 às 10h20
Intervalo
10h20 às 13h
Análise e discussão do documento de proposição de diretrizes sobre violência de gênero (Local: Salas de aula do 2º andar)
5ª feira – 25/06
7h10 às 8h20
Oficinas de Estudantes (Local: Salas de aula do 2º andar)
8h30 às 9h55
Mesa Temática
“Como olhamos para o que incomoda?
Gênero, violência e caminhos de reparação”
Mediação: Profª. Beatriz Roldão e estudante representante do Grêmio Thomas Sankara
(Local: Quadra)
Convidadas
Fernanda Laender – Formada em Psicologia, com ênfase em subjetividade e dinâmicas sociais. Em trabalhos desenvolvidos junto à população de rua, aprofundou o interesse pela escuta e vínculos como temas centrais de suas pesquisas. Presidiu o Instituto Pilar, entidade sem fins lucrativos, atuando na gestão de políticas públicas em convênios com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de SP. Trabalhou no CDHEP – Centro de Direitos Humanos e Educação Popular de Campo Limpo e há 15 anos foca suas ações no desenvolvimento de projetos de Justiça Restaurativa, atuando como facilitadora em processos restaurativos e desenvolvendo formações nesta área. Idealizadora da Conatus – Instituto de Pesquisa e Práticas de Convivência, dedica-se à investigação dos modos de construção do justo e como ele se dá nas relações em dois programas que se entrelaçam: Filosofia Prática | Justiça Cotidiana e Cuidar de Si na presença do outro: uma estratégia política. Atualmente dedica-se ao trabalho clínico de orientação esquizoanalítica e à implementação do Núcleo de Práticas Restaurativas na Escola Fábrica de Humanidades – Ensino Médio da Escola da Cidade/SP.
Luana de Oliveira – 43 anos, nasceu e cresceu na periferia sul de São Paulo e é mãe solo de três crianças. Geógrafa de formação, atua como educadora popular e facilitadora de práticas circulares no Centro de Direitos Humanos e Educação Popular do Campo Limpo (CDHEP), desenvolvendo ações voltadas aos Direitos Humanos e ao Acesso à Justiça. Desde 2020, é articuladora territorial da Rede de Proteção e Resistência Contra o Genocídio. Integra o Fórum em Defesa da Vida, coordena o Fórum em Defesa da Mulher da Zona Sul e atua como Conselheira Consultiva da Ouvidoria da Polícia (gestão 2025–2026). Também trabalha na gestão de projetos culturais e de promoção e defesa dos Direitos Humanos, além de desenvolver pesquisas nas áreas de gênero e raça.
9h55 às 10h20
Intervalo
10h20 às 13h
Sarau (Local: Quadra)
Coordenação: Grêmio Thomas Sankara