EM – Cineclube Equipe – Sessão em homenagem ao Prof. Raymundo Campos

14/09/2018

CINECLUBE EQUIPE

Os Incompreendidos (1959), de François Truffaut –

Uma homenagem ao Professor Raymundo Campos

Maio de 1968. França. Nascia ali o movimento de resistência estudantil que, iniciado nas universidades, espalhou-se por todo o país e agitou a sociedade francesa. Iniciou-se aí uma série de movimentos sociais e políticos que transformariam profundamente a história do país, governado então por Charles de Gaulle. Entre os jovens manifestantes que brandiam “É proibido proibir!”, nos maiores centros universitários de Paris, encontravam-se o ator-protagonista de Os Incompreendidos, Jean-Pierre Léaud, e o diretor, François Truffaut. Um dos principais artistas envolvidos no movimento cinematográfico francês a Nouvelle Vague (literalmente, “nova onda”), Truffaut e outros diretores pressionariam, nesse mesmo ano, os organizadores do Festival de Cannes, para que o festival não acontecesse. Nenhum filme foi premiado em 1968.

1968. Brasil. Ano marcado pelo Ato Institucional Número Cinco, um dos decretos mais severos do período da ditadura, conhecido como AI5. Nascia então, o Colégio Equipe. Surgiu “inicialmente como curso preparatório para vestibular, formado por professores saídos do Cursinho do Grêmio da Filosofia, da USP”, tornou-se um “espaço privilegiado de ensino e resistência democrática nos anos de autoritarismo”1. Dentre os primeiros professores de história que marcaram os anos iniciais do Equipe, encontrava-se Raymundo Bandeira Campos, um de seus fundadores.

No último mês de junho, do ano em que o Equipe celebra 50 anos de existência, a comunidade equipana foi abalada pelo falecimento dessa importante figura que marcou a sua história. A partida de “Raymundão”, como era conhecido por muitos, entristeceu-nos profundamente, mas deixou um vibrante legado de histórias e memórias. Sua paixão incondicional pelo cinema, parte desse precioso legado, permanecerá sempre nas lembranças de seus ex-alunos e colegas de profissão. Para os que o conheciam, embora o cinema fosse verdadeiramente uma paixão, vinha sempre acompanhada de um olhar extremamente crítico e questionador. Segundo a Revista Época, em entrevista que Raymundo concedeu em 2010, “o professor do Colégio Equipe recorre à sétima arte para discutir padrões civilizatórios. Os alunos aprendem até com os clássicos do cinema russo.” Nas palavras do educador, “Os ângulos de filmagem estão a serviço das ideias políticas”2.

O filme escolhido para a última sessão do Cineclube Equipe deste ano, Os Incompreendidos, foi a obra de estreia do jovem diretor François Truffaut. Trata-se de um filme altamente autobiográfico, que acompanha a infância difícil do menino Antoine Doinel.

Infância, escola, família e amizade são temas centrais nesse filme pelo qual o professor Raymundo tinha muito apreço e que foi usado por ele para falar a muitos alunos sobre cinema e história.

É, portanto, com muito carinho que convidamos a todos para assistirmos juntos a esse belo filme e homenagearmos, assim, o querido Raymundo Campos.

A sessão ocorrerá na próxima sexta-feira, dia 21 de setembro, às 18h30. Após o filme, abriremos uma roda de conversa. A atividade se encerrará às 21h45.

Contamos com a presença de todos para o último encontro do Cineclube Equipe deste ano!

Professora Lauren Couto e Coordenação do Ensino Médio

1 https://www.colegioequipe.g12.br/a-escola/historia/

2 http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI141574-15518,00.html

 

 

EM – Cineclube Equipe – Sessão em homenagem ao Prof. Raymundo Campos

14/09/2018

CINECLUBE EQUIPE

Os Incompreendidos (1959), de François Truffaut –

Uma homenagem ao Professor Raymundo Campos

Maio de 1968. França. Nascia ali o movimento de resistência estudantil que, iniciado nas universidades, espalhou-se por todo o país e agitou a sociedade francesa. Iniciou-se aí uma série de movimentos sociais e políticos que transformariam profundamente a história do país, governado então por Charles de Gaulle. Entre os jovens manifestantes que brandiam “É proibido proibir!”, nos maiores centros universitários de Paris, encontravam-se o ator-protagonista de Os Incompreendidos, Jean-Pierre Léaud, e o diretor, François Truffaut. Um dos principais artistas envolvidos no movimento cinematográfico francês a Nouvelle Vague (literalmente, “nova onda”), Truffaut e outros diretores pressionariam, nesse mesmo ano, os organizadores do Festival de Cannes, para que o festival não acontecesse. Nenhum filme foi premiado em 1968.

1968. Brasil. Ano marcado pelo Ato Institucional Número Cinco, um dos decretos mais severos do período da ditadura, conhecido como AI5. Nascia então, o Colégio Equipe. Surgiu “inicialmente como curso preparatório para vestibular, formado por professores saídos do Cursinho do Grêmio da Filosofia, da USP”, tornou-se um “espaço privilegiado de ensino e resistência democrática nos anos de autoritarismo”1. Dentre os primeiros professores de história que marcaram os anos iniciais do Equipe, encontrava-se Raymundo Bandeira Campos, um de seus fundadores.

No último mês de junho, do ano em que o Equipe celebra 50 anos de existência, a comunidade equipana foi abalada pelo falecimento dessa importante figura que marcou a sua história. A partida de “Raymundão”, como era conhecido por muitos, entristeceu-nos profundamente, mas deixou um vibrante legado de histórias e memórias. Sua paixão incondicional pelo cinema, parte desse precioso legado, permanecerá sempre nas lembranças de seus ex-alunos e colegas de profissão. Para os que o conheciam, embora o cinema fosse verdadeiramente uma paixão, vinha sempre acompanhada de um olhar extremamente crítico e questionador. Segundo a Revista Época, em entrevista que Raymundo concedeu em 2010, “o professor do Colégio Equipe recorre à sétima arte para discutir padrões civilizatórios. Os alunos aprendem até com os clássicos do cinema russo.” Nas palavras do educador, “Os ângulos de filmagem estão a serviço das ideias políticas”2.

O filme escolhido para a última sessão do Cineclube Equipe deste ano, Os Incompreendidos, foi a obra de estreia do jovem diretor François Truffaut. Trata-se de um filme altamente autobiográfico, que acompanha a infância difícil do menino Antoine Doinel.

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