EFII – Histórias que minha avó contava

27/05/2020

Queridas famílias, alunas e alunos

Semana passada tivemos uma aula muito especial de culinária com os professores Eliane, João, Mauro e Martim. Aqui vão as receitas que foram preparadas para que possam fazer em casa com a família.

Enviamos aqui também um Padlet criado para que os alunos possam também enviar suas receitas de família! É só abrir o link e postar sua receita. É legal também contar uma pequena história da receita (quem te ensinou, que lembranças traz).

https://colgioequipe.padlet.org/leo/m1k3jm3hi29nbvth

E aqui as receitas dos professores e suas histórias:

 

OVO COM TOMATE DO VOVÔ DANTE (MAURO)

Meu pai me ensinou a fazer essa comida quando eu ainda era bem pequeno. Tinha menos de 10 anos. É uma mata-fome, tapa-buraco delícia, mas que se faz em poucos minutos.

Se tiver um pãozinho pra comer junto, vai bem. Mas não precisa.

Ingredientes (para 1 pessoa):

  • 2 ovos frescos;
  • 1 tomate bem maduro;
  • 1 colher de sopa de manteiga (meu avô usava banha);
  • sal;
  • pimenta do reino.

Preparo:

Pique o tomate em rodelas.

Coloque uma frigideira em fogo BEM baixo e derreta a manteiga.

Adicione o tomate e deixe quieto em fogo ainda BEM baixo até ele ficar bem molinho.

Quebre os ovos em cima. Não mexa ainda. Quando a clara estiver quase toda branca, quebre as gemas e misture.

Outra opção, para os fãs de gema mole, é misturar apenas as claras e cuidar para não estourar as gemas (eu prefiro assim).

Coloque sal só no final e pimenta do reino a gosto.

Pronto, acabou a fome!

 

Moussaka de Berinjela (ELIANE)

Minha família é grega e esse é um prato muito popular. Ele pode ser feito com batata ou berinjela. Sempre faço em casa. Tradicionalmente, a berinjela é passada na farinha e frita. Mas faz muito tempo que não frito nada, pois não é legal pra saúde. Então eu grelho a berinjela no forno e, se fizer com batata, faço o mesmo procedimento, ou seja, no forno ou na Airfryer.

Ingredientes:

  • 2 berinjelas grandes
  • Molho de tomate com carne moída
  • Mussarela (opcional)
  • Molho branco

Como fazer:

Corte as berinjelas no sentido longitudinal com casca

Coloque de molho na água e sal para que solte o amargo da berinjela

Coloque as berinjelas em uma assadeira untada com azeite. Se for antiaderente, melhor.

Grelhe as berinjelas.

Monte o prato assim: berinjela, molho, mussarela, berinjela, molho branco.

 

SUNOMONO DA DONA MICHIKO (MARTIM):

Sunomono é aquele pepino agridoce que servem de entrada nos restaurantes japoneses.

Minha avó, que é japonesa, sempre faz pra gente e é uma das saladas preferidas das filhas e netos. Aos poucos outras pessoas foram se agregando à família, primeiro meu pai, que também se apaixonou pelo Sunomono da sogra. Mais recentemente minha mulher também. É aquele prato simples, com gostinho de infância e sabor caseiro. Às vezes, quando minha avó quer agradar alguém, ela faz um pote e dá de presente. Depois pedi a receita e fiquei surpreso em como é fácil de fazer!

Ingredientes:

  • 8 pepinos japoneses
  • 1 copo de vinagre (melhor o de arroz)
  • 2 copos de água
  • 12 colheres de sopa de açúcar
  • 1 colher de sopa de sal
  • Opcional: gengibre, cravo e salsão, como tempero.

Modo de preparo:

Corte o pepino em fatias finas, se estiver usando gengibre corte-o fininho também. Coloque em um recipiente que aguenta calor.

Leve a água, o vinagre, o sal e o açúcar ao fogo em uma panelinha e deixe ferver. Assim que ferver misture para dissolver tudo e despeje sobre os pepinos.

Deixe coberto por um tempinho, até estar morno e coloque em vidro limpos.

Na geladeira dura algumas semanas (se você não comer tudo antes).

Também pode ser feito com cenoura ou nabo.

 

OMURICE (MARTIM)

Omurice é um prato típico de vovó japonesa. É fácil de fazer e usa sobras de gohan (arroz) e outros alimentos.

O nome é uma mistura de “omelete” e “rice”, ou seja, omelete de arroz. No Japão é um preferido das crianças e muitas vezes é comido com ketchup.

Eu sempre gostei, mas minha avó é daquelas saudáveis, então só fazia às vezes – mas quando fazia a gente amava. Quando comecei a cozinhar foi das primeiras coisas que aprendi a fazer.

Ingredientes:

  • 1 copo de arroz feito (tipo do dia anterior)
  • 2 ovos
  • Bacon
  • Frango ou carne cortada em cubos
  • ¼ de cebola picada
  • ½ tomate picado
  • Shoyu
  • 1 colher de sopa de extrato de tomate

Modo de preparo:

A lista de ingredientes não é muito precisa porque realmente esse é um prato que você faz com o que tem na geladeira.

Comece fritando o bacon em um fio de óleo, depois adicione a cebola e refogue até estar transparente. Aí coloque o tomate, que vai soltar um pouco de água.

Adicione sua carne ou frango e frite um pouco de todos os lados, quando estiver quase no ponto adicione o arroz, espalhando-o na frigideira, misture o shoyu e o extrato de tomate. Deixe parado por um tempinho, você quer a casquinha que cria no fundo.

Mexa pouco, virando pra fazer casquinha nas partes que chegam ao fundo.

Tempere os ovos com sal ou shoyu e bata-os de leve, então jogue-os sobre o arroz, misture tudo e deixe o ovo cozinhar só um pouco. Tire antes de secar, para o prato ficar cremoso.

 

NHOQUE DA VÓ HELENA (JOÃO)

Minha vó Helena é de Família de portugueses e Italianos. Não cozinhava nada na infância e na juventude. Mas quando se casou foi aprender com a sogra a fazer os pratos que a família gostava de comer. São infinitas as comidas que me fazem lembrar dela. Mas, o que acho mais curioso é que toda receita que ela me ensinou começava com a frase: “não tem segredo nenhum”. É uma das maiores mentiras que já ouvi. Tudo ali tinha um segredo que ela não ensinava, então tinha que olhar como ela fazia enquanto a outra parte da cabeça ficava grudada na receita.

Ingredientes:

  • 2 batatas grandes
  • 2 ovos
  • Farinha de trigo (vovó nunca me disse uma quantidade certa, mas eu pesquisei aqui que seu usam 200g no processo todo)
  • Sal

Como fazer:

Descasque e cozinhe as batatas. Um dos segredos da Vovó era cozinhá-las no vapor, usando um escorredor de macarrão sobre uma panela ou uma panela própria para isso. Para o nhoque, a batata não pode cozinhar demais, muita água desanda a massa. Por isso, se fizer no vapor vai melhor. Mas se não puder, cozinhe numa panela com água, mas não deixe as batatas se desfazerem. O ponto é o de conseguir furá-la com uma faca.

Quando as batatas estiverem cozidas, amasse-as numa cumbuca grande. Eu faço com o garfo mesmo, mas pode usar um espremedor de batatas se preferir. Misture os ovos e o sal, duas colheres de chá serão suficientes. Vá colocando farinha aos poucos e misturando até formar uma massa. Ela não pode ficar nem muito líquida nem muito dura, porque você vai usar mais farinha pra enrolar.

Numa mesa ou balcão devidamente higienizados antes, jogue um punhado de farinha e duas colheres cheias de massas. Mais outro punhado de farinha sobre ela e comece a misturar na massa com a mão. A massa não pode ficar grudando na sua mão, você tem que conseguir enrolar ela sobre a mesa e fazer uma cobrinha. Quando acabar a massa e você tiver várias cobrinhas, corte-as como travesseirinhos.

Cozinhe o Nhoque numa panela grande de água fervendo. Você joga os “travesseirinhos” aos poucos na panela e com cuidado pra não espirrar água fervente em você. Quando eles boiarem já estão prontos. Com uma escumadeira, retire os nhoques e coloque numa travessa. Por fim, quando tiver cozido todos, jogue o molho vermelho por cima, queijo e seja muito feliz.

PS: Eu queria que alguém tivesse me dado essa dica na vida antes. O molho vermelho sempre deve ser feito antes de qualquer macarrão. É bom ele cozinhar um pouco pra ficar mais grosso e saboroso.

EFII – Histórias que minha avó contava

27/05/2020

Queridas famílias, alunas e alunos

Semana passada tivemos uma aula muito especial de culinária com os professores Eliane, João, Mauro e Martim. Aqui vão as receitas que foram preparadas para que possam fazer em casa com a família.

Enviamos aqui também um Padlet criado para que os alunos possam também enviar suas receitas de família! É só abrir o link e postar sua receita. É legal também contar uma pequena história da receita (quem te ensinou, que lembranças traz).

https://colgioequipe.padlet.org/leo/m1k3jm3hi29nbvth

E aqui as receitas dos professores e suas histórias:

 

OVO COM TOMATE DO VOVÔ DANTE (MAURO)

Meu pai me ensinou a fazer essa comida quando eu ainda era bem pequeno. Tinha menos de 10 anos. É uma mata-fome, tapa-buraco delícia, mas que se faz em poucos minutos.

Se tiver um pãozinho pra comer junto, vai bem. Mas não precisa.

Ingredientes (para 1 pessoa):

  • 2 ovos frescos;
  • 1 tomate bem maduro;
  • 1 colher de sopa de manteiga (meu avô usava banha);
  • sal;
  • pimenta do reino.

Preparo:

Pique o tomate em rodelas.

Coloque uma frigideira em fogo BEM baixo e derreta a manteiga.

Adicione o tomate e deixe quieto em fogo ainda BEM baixo até ele ficar bem molinho.

Quebre os ovos em cima. Não mexa ainda. Quando a clara estiver quase toda branca, quebre as gemas e misture.

Outra opção, para os fãs de gema mole, é misturar apenas as claras e cuidar para não estourar as gemas (eu prefiro assim).

Coloque sal só no final e pimenta do reino a gosto.

Pronto, acabou a fome!

 

Moussaka de Berinjela (ELIANE)

Minha família é grega e esse é um prato muito popular. Ele pode ser feito com batata ou berinjela. Sempre faço em casa. Tradicionalmente, a berinjela é passada na farinha e frita. Mas faz muito tempo que não frito nada, pois não é legal pra saúde. Então eu grelho a berinjela no forno e, se fizer com batata, faço o mesmo procedimento, ou seja, no forno ou na Airfryer.

Ingredientes:

  • 2 berinjelas grandes
  • Molho de tomate com carne moída
  • Mussarela (opcional)
  • Molho branco

Como fazer:

Corte as berinjelas no sentido longitudinal com casca

Coloque de molho na água e sal para que solte o amargo da berinjela

Coloque as berinjelas em uma assadeira untada com azeite. Se for antiaderente, melhor.

Grelhe as berinjelas.

Monte o prato assim: berinjela, molho, mussarela, berinjela, molho branco.

 

SUNOMONO DA DONA MICHIKO (MARTIM):

Sunomono é aquele pepino agridoce que servem de entrada nos restaurantes japoneses.

Minha avó, que é japonesa, sempre faz pra gente e é uma das saladas preferidas das filhas e netos. Aos poucos outras pessoas foram se agregando à família, primeiro meu pai, que também se apaixonou pelo Sunomono da sogra. Mais recentemente minha mulher também. É aquele prato simples, com gostinho de infância e sabor caseiro. Às vezes, quando minha avó quer agradar alguém, ela faz um pote e dá de presente. Depois pedi a receita e fiquei surpreso em como é fácil de fazer!

Ingredientes:

  • 8 pepinos japoneses
  • 1 copo de vinagre (melhor o de arroz)
  • 2 copos de água
  • 12 colheres de sopa de açúcar
  • 1 colher de sopa de sal
  • Opcional: gengibre, cravo e salsão, como tempero.

Modo de preparo:

Corte o pepino em fatias finas, se estiver usando gengibre corte-o fininho também. Coloque em um recipiente que aguenta calor.

Leve a água, o vinagre, o sal e o açúcar ao fogo em uma panelinha e deixe ferver. Assim que ferver misture para dissolver tudo e despeje sobre os pepinos.

Deixe coberto por um tempinho, até estar morno e coloque em vidro limpos.

Na geladeira dura algumas semanas (se você não comer tudo antes).

Também pode ser feito com cenoura ou nabo.

 

OMURICE (MARTIM)

Omurice é um prato típico de vovó japonesa. É fácil de fazer e usa sobras de gohan (arroz) e outros alimentos.

O nome é uma mistura de “omelete” e “rice”, ou seja, omelete de arroz. No Japão é um preferido das crianças e muitas vezes é comido com ketchup.

Eu sempre gostei, mas minha avó é daquelas saudáveis, então só fazia às vezes – mas quando fazia a gente amava. Quando comecei a cozinhar foi das primeiras coisas que aprendi a fazer.

Ingredientes:

  • 1 copo de arroz feito (tipo do dia anterior)
  • 2 ovos
  • Bacon
  • Frango ou carne cortada em cubos
  • ¼ de cebola picada
  • ½ tomate picado
  • Shoyu
  • 1 colher de sopa de extrato de tomate

Modo de preparo:

A lista de ingredientes não é muito precisa porque realmente esse é um prato que você faz com o que tem na geladeira.

Comece fritando o bacon em um fio de óleo, depois adicione a cebola e refogue até estar transparente. Aí coloque o tomate, que vai soltar um pouco de água.

Adicione sua carne ou frango e frite um pouco de todos os lados, quando estiver quase no ponto adicione o arroz, espalhando-o na frigideira, misture o shoyu e o extrato de tomate. Deixe parado por um tempinho, você quer a casquinha que cria no fundo.

Mexa pouco, virando pra fazer casquinha nas partes que chegam ao fundo.

Tempere os ovos com sal ou shoyu e bata-os de leve, então jogue-os sobre o arroz, misture tudo e deixe o ovo cozinhar só um pouco. Tire antes de secar, para o prato ficar cremoso.

 

NHOQUE DA VÓ HELENA (JOÃO)

Minha vó Helena é de Família de portugueses e Italianos. Não cozinhava nada na infância e na juventude. Mas quando se casou foi aprender com a sogra a fazer os pratos que a família gostava de comer. São infinitas as comidas que me fazem lembrar dela. Mas, o que acho mais curioso é que toda receita que ela me ensinou começava com a frase: “não tem segredo nenhum”. É uma das maiores mentiras que já ouvi. Tudo ali tinha um segredo que ela não ensinava, então tinha que olhar como ela fazia enquanto a outra parte da cabeça ficava grudada na receita.

Ingredientes:

  • 2 batatas grandes
  • 2 ovos
  • Farinha de trigo (vovó nunca me disse uma quantidade certa, mas eu pesquisei aqui que seu usam 200g no processo todo)
  • Sal

Como fazer:

Descasque e cozinhe as batatas. Um dos segredos da Vovó era cozinhá-las no vapor, usando um escorredor de macarrão sobre uma panela ou uma panela própria para isso. Para o nhoque, a batata não pode cozinhar demais, muita água desanda a massa. Por isso, se fizer no vapor vai melhor. Mas se não puder, cozinhe numa panela com água, mas não deixe as batatas se desfazerem. O ponto é o de conseguir furá-la com uma faca.

Quando as batatas estiverem cozidas, amasse-as numa cumbuca grande. Eu faço com o garfo mesmo, mas pode usar um espremedor de batatas se preferir. Misture os ovos e o sal, duas colheres de chá serão suficientes. Vá colocando farinha aos poucos e misturando até formar uma massa. Ela não pode ficar nem muito líquida nem muito dura, porque você vai usar mais farinha pra enrolar.

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